CineSesc recria atmosfera dos cinemas de rua paulistanos com ambientação inédita


Os antigos cinemas de rua que marcaram gerações de paulistanos voltaram a ocupar o imaginário da cidade a partir de 9 de julho de 2026, no CineSesc

O projeto Cinemas de Rua: Da Augusta à Cinelândia Paulistana transformou o hall da unidade em um espaço de imersão histórica e afetiva por meio de uma ambientação cenográfica inédita - equipada com letreiros luminosos, pôsteres reinterpretados e um grande mapa iconográfico. Para complementar a homenagem à era de ouro dos cinemas de rua, o CineSesc passou a exibir de modo permanente clássicos restaurados da cinematografia mundial, que fizeram sucesso junto aos públicos em diferentes épocas. 

A escolha do CineSesc como palco para esta celebração reforça o valor do próprio espaço. Localizado na Rua Augusta, o cinema inaugurado em 1979 ocupa um endereço historicamente ligado ao circuito exibidor paulistano e preserva a tradição da calçada, do letreiro luminoso e da experiência de assistir a um filme em uma sala de rua. A nova ambientação permite discutir como, apesar de transformações, a cidade pode preservar experiências coletivas.

Uma viagem no tempo pelo hall do CineSesc

A ambientação inédita idealizada pela equipe do CineSesc, com curadoria e direção de arte de Mauro Amorim e produção executiva de Patrícia Almeida, recria a atmosfera de encanto das salas que funcionaram entre as décadas de 1940 e 1970 na capital paulista. O projeto oferece um mergulho na paisagem urbana do centro histórico de São Paulo por meio de intervenções visuais e artísticas. Confira os destaques:

• Pinturas artísticas dos pôsteres: desenvolvidas pela artista Fernanda D’Boer, a série de cinco pinturas sobre papel (no formato clássico de cartazes de 100 × 70 cm) homenageia salas históricas do centro, como o Cine Marabá, Cine Comodoro, Cine Ipiranga, Cine Marrocos e o próprio CineSesc. As artes entrelaçam as fachadas arquitetônicas desses espaços a referências iconográficas de clássicos como Tubarão, La Dolce Vita, Um Corpo Que Cai, Bye Bye Brasil e Laranja Mecânica.

• Grande mapa ilustrado: criado pelo estúdio Radiográfico, um painel detalhado guia o público em uma jornada geográfica e cronológica, conectando os tradicionais cinemas da Rua Augusta à efervescente Cinelândia paulistana.

• Efeito cromático RGB: uma intervenção visual assinada por Marcos Muzi e Rafael Cotait propõe novos jogos de luzes e cores na recepção do público.

• Cenografia nostálgica: o espaço conta ainda com uma fachada cenográfica inspirada nos antigos cinemas da cidade, um letreiro em neon exclusivo, vitrines expositivas com objetos históricos do universo cinematográfico e referências às saudosas bombonieres.

Texto: CineSesc - Fotos : Fernando Cavalcanti













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BIBLIOGRAFIA DO SITE

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Fotos exclusivas com publicação autorizada no site dos acervos particulares de Joel La Laina Sene, Caio Quintino,
Luiz Carlos Pereira da Silva e Ivany Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.