Mostrando postagens com marcador Minhas experiências no Cinema Rio Branco de Nazaré (BA) - Eudaldo Monção Jr.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minhas experiências no Cinema Rio Branco de Nazaré (BA) - Eudaldo Monção Jr.. Mostrar todas as postagens

Memórias do cinema de rua - Eudaldo Monção Jr.


Minhas experiências no Cinema Rio Branco de Nazaré (BA)
Por Eudaldo Monção Jr. - Diretor, produtor e roteirista. Coordenador e idealizador da Mostra Cinemas do Brasil.

Recordar as primeiras vezes em uma sala de cinema é revisitar um espaço de encantamento coletivo. Para mim, Eudaldo Monção Jr., essas lembranças estão profundamente ligadas ao Cinema Rio Branco, em Nazaré, uma das casas exibidoras mais emblemáticas do Recôncavo baiano. Entrar naquele espaço sempre foi atravessar um portal: da praça movimentada para a penumbra da sala, onde o som das conversas se dissolvia no tilintar dos projetores e na cortina que se abria para a tela.



O cinema nunca foi apenas um lugar de assistir a filmes, mas um território de descobertas. As poltronas, a arquitetura, a luz suave que antecede a sessão, o ritual de acomodar-se em silêncio, tudo compõe uma atmosfera que transforma a experiência em algo maior que a própria obra exibida. Estar no Rio Branco era e continua sendo viver o cinema como experiência coletiva, quando uma sala cheia se emociona em uníssono, rindo, chorando ou silenciando diante da grande tela.

Essa vivência tornou-se ainda mais clara nos documentários dirigidos por mim e realizados pela Memorabilia Filmes, quando a própria sala de projeção se transforma em personagem. Nos relatos de antigos frequentadores e nas imagens da arquitetura do prédio, o Cinema Rio Branco ganha voz e corpo, revelando sua trajetória como espaço cultural pulsante, resistente ao tempo e às transformações da cidade. O documentário Cine Rio Branco, realizado em parceria com o Canal Futura, reforça essa dimensão, mostrando como a sala atravessa gerações e segue sendo referência de sociabilidade, memória e identidade local.




Hoje, revisitar essas lembranças não é apenas um exercício de memória, mas também um gesto de celebração. Em um tempo em que tantas salas foram fechadas, destruídas ou transformadas em comércio, o Cinema Rio Branco de Nazaré permanece de portas abertas, projetando filmes, reunindo pessoas e renovando histórias. Mais que uma sala de exibição, ele se firma como espaço de resistência cultural e de criação de novos sentidos para o cinema de rua. É nesse contexto que surge também a Mostra Cinemas do Brasil, evento nacional que encontrou no Rio Branco seu berço e ainda movimenta o espaço culturalmente, conectando Nazaré a outras cidades do país. Essa circulação de filmes, debates e encontros reafirma o papel do cinema de rua não apenas como guardião de memórias, mas como plataforma de futuro, onde a tradição e a renovação caminham lado a lado.

São Paulo (SP) - 27/08/2025

CINEMATECA BRASILEIRA - FOLHETOS DE SALAS

CINEMATECA BRASILEIRA - PERIÓDICOS DE CINEMA

ACESSE O BANCO DE DADOS


BIBLIOGRAFIA DO SITE

PRINCIPAIS FONTES DE PESQUISA

1. Arquivos institucionais e privados

Bibliotecas da Cinemateca Brasileira, FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Mackenzie.

2. Principais publicações

Acervo digital dos jornais Correio de São Paulo, Correio Paulistano, O Estado de S.Paulo e Folha de S.Paulo.

Acervo digital dos periódicos A Cigarra, Cine-Reporter e Cinearte.

Site Arquivo Histórico de São Paulo - Inventário dos Espaços de Sociabilidade Cinematográfica na Cidade de São Paulo: 1895-1929, de José Inácio de Melo Souza.

Periódico Acrópole (1938 a 1971)

Livro Salões, Circos e Cinemas de São Paulo, de Vicente de Paula Araújo - Ed. Perspectiva - 1981

Livro Salas de Cinema em São Paulo, de Inimá Simões - PW/Secretaria Municipal de Cultura/Secretaria de Estado da Cultura - 1990

Site Novo Milênio, de Santos - SP
www.novomilenio.inf.br/santos

FONTES DE IMAGEM

Periódico Acrópole - Fotógrafos: José Moscardi, Leon Liberman, P. C. Scheier e Zanella.

Fotos exclusivas com publicação autorizada no site dos acervos particulares de Joel La Laina Sene, Caio Quintino,
Luiz Carlos Pereira da Silva e Ivany Cury.

PRINCIPAIS COLABORADORES

Luiz Carlos Pereira da Silva e João Luiz Vieira.

OUTRAS FONTES: INDICADAS NAS POSTAGENS.