Sinopse/Descrição:
Jornalista e crítico de cinema. Fala sobre sua infância em Guarulhos (SP); primeiros contatos com o cinema; as salas de cinema de São Paulo; os cinemas de "episódios"; o cinema e a censura; a predominância do cinema norte-americano; o cinema e a convivência social; a carreira de crítico cinematográfico; a carreira de crítico em revistas paulistas e, especialmente, na Gazeta Esportiva; problemas com a censura; os mitos no cinema norte-americano; a "idade de ouro" de Hollywood; o cinema como instrumento da "política de boa vizinhança" dos EUA; impressões sobre Orson Welles e outros diretores de Hollywood; o cinema brasileiro e sua evolução; musas do cinema nacional; deficiências tecnológicas no cinema brasileiro; impressões sobre Mazzaroppi; trabalhos não publicados de Mário Antunes sobre cinema; graduação em Jornalismo; formação de seu Acervo; o cinema atual; a televisão e os vídeos em oposição ao cinema; encerramento.
Mário Antunes foi um grande estudioso da arte cinematográfica. Em sua residência, na Vila Augusta, mantinha um valioso acervo com fichas completas de todos os filmes exibidos em São Paulo desde 1937, independentemente de sua origem. Além desse extenso catálogo, colecionava fotografias e cartazes de cinema, formando uma das mais importantes coleções particulares dedicadas à memória cinematográfica.
Jornalista formado pela União Profissional de Imprensa, no Rio de Janeiro, em 1978, Mário Antunes nasceu na cidade de São Paulo, em 1º de novembro de 1920, e foi criado em Guarulhos. Seu interesse pelo cinema começou ainda na infância. Pela primeira vez entrou em uma sala de exibição no antigo Cine República, em Guarulhos, para assistir ao filme “O Enterro de Rodolfo Valentino”. Poucos dias depois, aos aproximadamente 12 anos de idade, assistiu no Cine Penha ao filme “A Severa”, grande sucesso da época. A partir dessas experiências, decidiu, por curiosidade e paixão, arquivar fichas dos filmes exibidos, iniciando um hobby que o transformaria em profundo conhecedor do universo cinematográfico.
Ao longo de sua trajetória, teve a oportunidade de entrevistar artistas consagrados, como Libertad Lamarque, Frei José de Guadalupe Mojica e Carmen Miranda. Também escreveu artigos para importantes jornais e revistas, entre eles o jornal O Estado de S. Paulo, Guaru News, A Gazeta da Lapa, Gazeta Esportiva, além das revistas A Cena Muda, Universidade USP, Cine Revista e Fan Magazine.
Em relação ao cinema nacional, nutria especial admiração pelo filme Tudo Azul, produzido em 1951.
Mário Antunes foi casado com Alice A. Antunes, a quem definia como “a grande estrela de minha vida”. Companheira inseparável, Alice o acompanhava em suas sessões de cinema e em sua dedicação ao estudo cinematográfico.
Todo o acervo de Mário Antunes foi doado ao Museu da Imagem e do Som em 12 de abril de 1993, preservando sua contribuição para a memória do cinema brasileiro.
Fontes:
- Jornal Folha Metropolitana – novembro de 1983;
- Museu da Imagem e do Som (MIS).






